Os riscos da zona de conforto

SAIA-DA-ZONA-DE-CONFORTO

Fuja da sua zona conforto. Em comunicação corporativa, o maior erro é acreditar que as estratégias vencedoras devem ser mantidas intocadas. Nada disso. Com as rápidas transformações sociais, os bons resultados conquistados servem apenas para nos prepararmos para os novos desafios. Ao contrário das receitas de bolo, o melhor desempenho só virá por meio da inovação. Não existem mais receitas perfeitas ou infalíveis.

Tudo que parece ideal hoje, amanhã pode revelar o caos. A rede de calçados e bolsas Shoestock, que nos anos 1990 fazia a alegria do público feminino e aglomerava centenas de clientes fora de suas lojas por falta de espaço para atendê-las ao mesmo tempo, encerrou suas atividades no ano passado basicamente porque não soube acompanhar a inevitável evolução do mercado. No mesmo caminho que levou a Shoestock ao cadafalso, passaram outras conhecidas marcas, como a Blockbuster, a Kodak, a Varig, a Arapuã e a Rede Zacarias de Pneus.

Por melhor que seja a exposição de uma empresa na mídia ou entre os formadores de opinião, os gestores da comunicação têm a obrigação de pesquisar, testar e executar, permanentemente, novas soluções de interação com os públicos externo e interno. O trabalho da assessoria de imprensa só gera resultados, atualmente, se estiver associado a outras ferramentas de comunicação – pesquisas inéditas, ações de PR surpreendentes e movimentos digitais inesperados são alguns exemplos.

A produção de conteúdo, que até bem pouco tempo parecia ser a salvação da lavoura, precisa ser melhor repensada e planejada estrategicamente. Acabou aquela máxima do jornalismo que o pessoal da redação não conversa com a equipe do comercial. Isso fica evidente para quem analisa, detidamente, algumas matérias publicadas em veículos importantes ou até mesmo em reportagens exibidas em programas de grande audiência. O merchandising editorial é uma realidade.

As lições do passado não devem ser esquecidas, mas é preciso enxergar o futuro sem preconceitos. A quem prefere a zona de conforto, além dos riscos inerentes provocados pelo comodismo, o único plano, em breve, será fazer palavras cruzadas sentado em uma bela cadeira do papai.

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