Sim, o raio pode cair na sua cabeça

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Mesmo em momento de dificuldade, o empresário não deve se deixar abater pelo pessimismo. Seu entusiasmo, porém, não pode afastá-lo de medidas estratégicas na administração dos negócios. Uma das providências mais negligenciadas é o gerenciamento de crise. A grande maioria dos gestores imagina que um para-raios o protege, permanentemente, das intemperes que podem abalar definitivamente sua estrutura financeira, sua reputação e sua imagem corporativa.

No entanto, quando menos espera, a terra ruiu e ele fica engessado diante do tsunami provocado por uma casualidade. Em pouco tempo, o nome da sua empresa, até então, praticamente desconhecido do grande público, ganha espaço no Jornal Nacional, banha os canais digitais, merece letras garrafais nas capas dos jornais. “Como isso pode acontecer comigo? ”, perguntará o executivo, ao invés colocar em ação medidas que podem atenuar o abalo sofrido.

Porém, esses transtornos não são exclusividade das grandes empresas, como Samarco, BTG Pactual ou Siemens. Lembram-se da criança que morreu, em 2012, afogada durante uma aula de natação no CEB (Centro Educacional Brandão), em São Paulo? Ou seja, não importa o tamanho do seu negócio, o empresário precisa estar sempre preparado para enfrentar uma crise.

Há quem acredite que basta fazer um treinamento para que os problemas estejam resolvidos. Não. O gerenciamento de crise não é uma vacina que imuniza definitivamente o empresário e sua equipe. Ele pode ser comparado ao condicionamento físico de um atleta. Quanto melhor os procedimentos da gestão de crise tenham sido assimilados pelas lideranças internas e treinados em situações simuladas maior será o fôlego e os resultados dos gestores diante das adversidades. Não se cria, por exemplo, um porta-voz de uma hora para a outra. É uma função que exige do escolhido bom senso, ótima capacidade de articulação, conquista de credibilidade, habilidade no relacionamento com a mídia, aptidão absorve os golpes e reagir rápido.

São raros os empresários que têm dom de saber a hora certa de se manifestar na mídia e de falar o que deve ser dito. Três bons exemplos nesse tipo de situação adversa são o lendário comandante Rolim Amaro, fundador da TAM, falecido em 2001; Abilio Diniz, presidente do Conselho de Administração da BRF, e Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração da rede Magazine Luiza. Se você não tem esse tipo de perfil e preza pelo futuro do seu negócio, pense e invista em gerenciamento de crise. Ele é tão importante quanto uma apólice de seguro.

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